Michelle Walkinir, Advogado

Michelle Walkinir

Sorocaba (SP)

Sobre mim

Especialista em Direito de Família e Sucessões, Consumidor
Advogada inscrita nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil OAB/SP n° 368.699 ,Bacharela em Direito pela Universidade Paulista, Especialista em Direito de Família , Sucessões e Consumidor pela Faculdade Legale e UCAM.

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Anderson Pequeno, Músico Intérprete
Anderson Pequeno
Comentário · há 9 anos
Lhe parabenizo pelo artigo e pela linha de raciocínio. Acredito que você tenha realmente conhecimento do assunto e que está com um olhar a frente da maioria sobre o tema, pois a leitura do seu texto me fez refletir sobre varias situações que passei tentando exercer a minha paternidade.

Acho muito interessante quando você fala que a alienação parental pode acontecer antes da separação do casal, talvez isso tenha acontecido comigo. Lembro da mãe de meu filho criando regras, falando que eu não iria dar banho nele antes de ele completar três meses. Eu era louco para ser pai e isso foi frustrante, pois compartilhar aquele momento do banho com o meu filho era algo que eu desejava, mas só consegui dar banho em meu filho quando ele já tinha quase quatro meses, por excesso de proteção e regras da mãe dele e do medo que eu tinha de discutir com ela no pós parto. Também era muito frustrante quando, em meio a uma discussão nossa, ela retirava o bebê do meu colo subitamente e se trancava no quarto, me subtraindo o meu filho e me trazendo um vazio enorme, uma sensação de ter sido violado.

Percebo que esses impedimentos que tive não aconteceram só comigo. Certa vez, antes de me separar, conversando com uma amiga que sempre soube a importância que a paternidade tinha para mim, ela me contou de outro casal de amigos ao qual a mãe também não permitia que o pai participasse dos afazeres do dia a dia com o bebê, mesmo o pai querendo. Super protegia o filho e impedia que o pai ajudasse. Para essa minha amiga isso seria um absurdo, uma ignorância cometida por mães que impedem o pai de participar plenamente do dia a dia com o bebê, perdendo a oportunidade de ter um pai participativo e diminuindo a própria carga delas. Eu também conversava sobre esse assunto com um prestador de serviços que me atendia. Ele também me relatava algumas situações que passava em sua casa com a esposa, que precisava ter a cabeça muito fria para suportar mas que as vezes não aguentava e recorria ao álcool. Ele me disse que só pôde dar o primeiro banho no filho quando a criança já tinha dois anos de idade. Isso é muito frustrante para um pai!

Como foi escrito no artigo:

"Estigmatizou-se de tal forma este pensamento que a mulher passou a sentir-se dona absoluta de seus filhos distanciando o pai dos problemas afetos, escondendo, dissimulando, protegendo exageradamente, disseminando na prole aquele temor reverencial."

"Devemos nos conscientizar que o papel do alienador não se desdobra no momento da separação, mas pode ter-se instalado na constância da convivência, com pequenas atitudes cotidianas de excesso de mimo e cuidados não delegados ao outro."
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